Área verde ajuda a vender imóveis nas bordas do Tatuapé

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Parque incentiva venda de imóveis no tatuapé - Apartamentos Tatuapé
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Com 97,2 mil metros quadrados, Parque Piqueri atrai novos moradores a parte do bairro que ainda concentra galpões.

Vizinha da marginal Tietê, região calma reúne lançamentos com preços mais baixos que os de ruas comerciais.

O empreendimento Passos do Parque, da Tibério Construtora, traz no nome seu principal atrativo: o parque Piqueri, que fica ao lado da marginal Tietê, no Tatuapé (zona leste de São Paulo).

Com 97,2 mil metros quadrados, a área verde que pertence à prefeitura se tornou um chamariz para moradores e é uma das responsáveis pela valorização do bairro.

O distrito é o campeão no número de novos empreendimentos na zona leste.

O distrito, que atrai principalmente família de classe média, recebeu 4.464 novas unidades de 2011 a 2015, segundo a consultoria imobiliária Geoimovel.

Os imóveis do entorno do parque seguem as características de todo o Tatuapé: 65% tem dois os três dormitórios.

“Além da proximidade com o parque, a região tem uma localização privilegiada, próxima ao metrô Tatuapé e a marginal, o que a torna ainda mais valorizada”, explica o corretor de imóveis José Luiz Buzelli.

Um apartamento no entorno do Piqueri já pode custar mais de R$ 1 milhão. É o caso do Vereda Parque Tuiti, da construtora Diálogo, que tem imóveis de 127 metros quadrados e três suítes, com unidades vendidas entre R$ 990 mil e R$ 1,15 milhão.

“O Tatuapé é um bairro consolidado. Famílias de outras regiões da zona leste, como Penha, Vila Matilde, Vila FOrmosa e Belém acabam procurando novos empreendimentos na região do parque em busca de um apartamento maior”, diz Flávio Magalhães, da Diálogo.

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MAIS BARATO

Além da proximidade com o parque, o preço, mais baixo do que no miolo do bairro, é outro atrativo do lugar.

Em média, o metro quadrado na região custa R$ 8.650, contra R$ 10.270 na Vila Gomes Cardim, onde ficam as principais vias comerciais do Tatuapé, como a Rua Itapura.

O Passos do Parque, por exemplo, tem imóveis de dois e três dormitórios, em plantas de 60 m² a 140 m², a partir de R$ 482,2 mil.

Para Buzelli, uma das explicações para os preços atraentes é o fato da região ter muitos terrenos disponíveis, onde podem ser erguidos novos prédios. “Há muitas casas, a tendência é que o lugar valorize ainda mais”, afirma ele.

Em uma caminhada pelo bairro não é difícil encontrar diversos imóveis à venda. Galpões, transportadoras e sobrados formam a paisagem da região, predominantemente residencial.

Comércio, serviços, bancos e restaurante se concentram na avenida Celso Garcia e ao lado dos shoppings metrô Tatuapé e Boulevard Tatuapé, que ficam a um quilômetro e meio do parque.

CRESCIMENTO

Maria da Costa, 81, vive há 60 anos em uma casa em uma vila na Rua Tuiuti e acompanhou as transformações do bairro e as obras dos novos empreendimentos.

“A área do condomínio ao lado do parque fazia parte da chacára da família Matarazzo, o terreno já foi até supermercado”, conta ela.

Já Salete Mafra, 72, saiu há sete anos da Vila Matilde, também na zona leste, para viver no Tatuapé com o filho.

“Saí de casa para um apartamento principalmente pela segurança”, diz. Ela reclama, porém, da falta de padarias e restaurantes nas proximidades do parque.

Soledade Rodrigues, 57, que trabalha na região como babá, costuma frequentar o parque Piqueri.

Apesar da área verde, ela aponta que ainda há muita poluição no bairro, além de trânsito muito carregado.
“Nem o parque ameniza isso”, afirma.

35% dos apartamentos lançados no distrito do Tatuapé entre 2011 e 2016 têm três dormitórios, de acordo com a consultoria imobiliária Geoimovel; 41% tem entre 50m² e 89m³.